Pelo Caminho da Arte e da Política
- sexta-feira, janeiro 15, 2010, 11:04
- Geral, Política
- 123 exibições
- 1 comentário
Li com Atenção e interesse a matéria do Washington publicada neste blog, nominada “Triste Cataguases” que trata da questão da decadência de nossa cidade. Nada me incomodou tanto nos últimos dias.
Realmente, precisamos alavancar nosso município, afinal a esse pedaço do Brasil entregamos nossas vidas. E como seres humanos, dotados de sentimentos, aqui queremos ser felizes.
Posso afiançar que venho buscando isso há tempos. Não é de agora que tenho votado com extrema serenidade, escolhendo com muito critério os meus candidatos em todos os níveis. Não é de agora que venho convocando os setores de organização mínima para repensar nossa cidade. E isso tem preço aqui no nosso Porto dos Diamantes.
Há anos, convivemos com cenários políticos adversos, estruturas fechadas de poder que dominam Cataguases e limitam seus avanços. São essas estruturas que sempre amealharam, privadamente, os benefícios públicos do poder, em detrimento dos interesses da população.
Quem está hoje mais perto do “intestino” do poder, percebe claramente as razões do nosso atraso. E, definitivamente, na perspectiva de uma nova ordem política, não há horizonte de qualquer mudança pra valer.
E se existe um setor que busca a transformação, não há como negar, é o da população mais pobre. Isso está demonstrado nos resultados das últimas eleições. Cataguases, até hoje, não conviveu com o expediente da reeleição. De quatro em quatro anos, nosso povo vai às urnas com a única arma que possui, o voto, e dá o seu recado contundente – como faz hoje o Washington: o município precisa reviver, se reconstruir, caminhar para melhores dias.
E, o nosso barco continua ancorado no remanso do rio que o banha, sem a perspectiva de ganhar águas correntes e límpidas.
Nós, artistas e intelecutais, precisamos assumir a responsabilidade de romper as amarras políticas, afinal, somos pensadores livres, presumivelmente depositários de uma nova estética, e concepção de vida ancorada na idéia da solidariedade, da Res publica, enfim.. A ordem é abrir a estrada que vai dar em outras realidades, sem privilégios.
A plástica de nossos prédios históricos - doentes, capengas - estão aí. As letras maiúsculas de nossa história de arte transformadora, que rompe com paradigmas, estão aí. Resta aos artistas assumi-las, retomando trecho, retirando pedras do caminho e cobrando a conta daqueles que insistem na capitulação em nome de interesses individuais.
A estética que deve nos interessar, agora, não se constitui em nenhuma novidade. É a mesma de Platão que nos ensina a conciliar o belo com bom e útil a todos.
Como herdeiros que somos da cultura grega, está mesmo na hora de ocuparmos as praças, teatros, cinemas, câmara e paço, bairros de periferia, com o discurso contundente e transformador da cidade como um bem comum que a todos deve servir em suas infinitas possibilidades, inclusive as do exercício da arte e da construção da beleza.
Só assim romperemos com a lógica das lamentações. Assim trilharemos o caminho que um dia vai dar na felicidade.
Vanderlei Pequeno - Vereador
Sobre o autor
Um Comentário em “Pelo Caminho da Arte e da Política”
Escreva um comentário
Gravatars são pequenas imagens que podem mostrar sua pesonalidade. Você pode obter o seu gravatar gratuitamente hoje!


Senhores Washington Magalhães e Vanderlei`Pequeno,
sou uma cataguasense ausente, mas acompanho de perto as notícias de Cataguases pela internet, moro em São Paulo faz 14 anos, trabalhei na CFLC durante 9 anos. Gerações e gerações de governantes deixaram nossa Cataguases padecer, deteriorar. Eu morava aí e vivia de perto o descaso com a cidade. O último governo deixou nossa Cataguases apodrecida. Eu acompanho semanalmente as notícias atuais de Cataguases e vejo um governo atual realmente atuando. Tem muita coisa a fazer nesta cidade, prá consertar tudo que há de errado, num passe de mágica, só se houvesse uma varinha de condão. Eu penso que o governo tem que trabalhar, para isto foi eleito, mas também penso que a população é a principal responsável. Como um cidadão tem coragem de jogar lixo na rua? O lixeiro tem que recolher o lixo, mas ele não é escravo de um cidadão sem educação!!!! Por isto eu sempre digo, as crianças deveriam ter no currículo escolar, o empreendedorismo!!!! O ato de construir, não destruir. Eu estive no Colégio Cataguases, faz 3 anos! Fui lá, prá mostrar aos meus filhos o Colégio que estudei, um patrimônio histórico!!! Patrimônio histórico? uma vergonha!
Eu li algumas reportagens atuais e vi fotografias de escolas visitando o patrimônio histórico de Cataguases, uau respirei aliviada, tomara que este atual governo faça isto, mostre para as crianças o valor grandioso que há na história, porque muitos macacos velhos aí, nem sabem e nem nunca ouviram dizer das construções de Oscar Niemeyer. E os Senhores, intelectuais que são, devem propagar a educação para o povo. E eu estou aqui torcendo por uma Cataguases melhor. E aplaudinho todas as ações do atual governo, com uma esperança enorme de que ele trabalhe, realize muito mais que os últimos governantes. Aleluia. Saudações!!!