Mudança na rotina de atendimento no Pronto Socorro Municipal foi de responsabilidade dos médicos plantonistas, diz provedor do HC.



Uma decisão tomada exclusivamente pelos médicos plantonistas do Hospital de Cataguases  que atendem no Pronto Socorro Municipal, gerou uma nova crise de relação entre o município e aquela unidade de saúde, tornando tema principal da reunião ordinária do Conselho Municipal de Saúde, que através do seu presidente, o médico Dr. Joseph Freire, convocou na noite desta terça-feira (30), o provedor do Hospital de Cataguases, o contabilista José Roberto Furtado, para dar explicações sobre a repentina decisão daqueles profissionais de saúde.

O presidente do Conselho Municipal de Saúde, disse que em nenhum momento houve uma comunicação prévia da decisão tomada pelos médicos plantonistas, ainda que  embora ele, Dr. Joseph,  também concorde que as categorias verde e azul sejam atendidas nos posto de saúde do município.


José Roberto Furtado, provedor do Hospital Cataguases, afirmou que a decisão é exclusivamente dos médicos plantonistas que se recusam a atender os pacientes dos protocolos verde e azul, mesmo recenbendo os salários atrasados, devido a grande demanda de pacientes que chegam àquela unidade de saúde diariamente.

“Chegam todos os dias no Pronto Socorro Municipal cerca de 200 pacientes oriundos dos protocolos  verde e azul, que poderiam muito bem serem  atendidos nos postos de saúde. O município precisa rever esta questão dos postos de saúde. Não dá para atender esta demanda, que hoje sobrecarrega o profissional de saúde que atende no pronto atendimento. Não estamos preocupados se o que o município irá reduzir o valor que é repassado caso estes atendimentos diminuam. Temos que gastar o que recebemos”, disse o provedor.

O Hospital deve aos médicos plantonistas, em relação a salários atrasados cerca de R$ 3 milhões.
Perguntado sobre como será o atendimento nos finais de semana, feriados e à noite, uma vez que os postos de sáude do município encerram suas atividades às dezesseis horas, de segunda a sexta, o provedor disse que não responde pelos médicos mas que o Pronto Socorro pode voltar a funcionar dentro da sua normalidade a qualquer momento.

Questionado sobre a possibilidade do Pronto Socorro ser devolvido para o município, o provedor afirmou que está buscando a renegociação do contrato como o município desde de dezembro de 2018.

Caso não haja não haja a renegociação do contrato, o Pronto Socorro deverá ser devolvido ao município em 11 de outubro deste ano. O Hospital aguarda uma definição em relação ao acordo que está sendo firmado com o Ministério Público.

O que ficou decido nesta reunião é que o Conselho Municipal de Saúde irá oficializar o Hospital de Cataguases e a Secretaria Municipal de Saúde para que ambos prestem as informações necessárias relativas ao contrato do Pronto Socorro.

O CMS decidiu também convocará o Diretor Clínico do Hospital de Cataguases para que preste esclarecimento sobre a decisão dos médicos plantonistas terem tomado a decisão de não atenderem os protocolos verde e azul no Pronto Socorro Municipal.


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