Na noite desta terça-feira (28), os vereadores da Câmara Municipal de Cataguases, que tem como presidente da Mesa Diretora, o vereador Ricardo Geraldo Dias (PCdoB),  repassaram  à Prefeitura de Cataguases,  através do chefe de gabinete do executivo municipal, o advogado Roosevelt Pires, um cheque no  valor de 100 mil reais , que deverá ser usado a critério do poder executivo.

A expressiva quantia devolvida de 100 mil reais aos cofres públicos é fruto da excelente gestão da atual Mesa Diretora da Casa, sob a presidência do vereador Ricardo Dias, para colaborar com o município em crise em razão da falta dos repasses de recursos e impostos pelo Governo de Minas.

Desde janeiro deste ano, quando  Ricardo Dias (foto ao lado), assumiu a presidência da Câmara Municipal, já foram devolvidos ao cofres da prefeitura cerca de R$ 600 mil reiais. Uma média mensal de 120 mil reais. Maior que o seu antecessor, o vereador Michelangelo Correa, que presidiu a Casa no biênio 2017/2018. Michelangelo devolveu cerca de R$ 1.642.398,60. Uma média de R$ 68.433,00 por mês.

“A ação da devolução do recurso representa eficiência administrativa, respeito e compromisso com o dinheiro público e indiretamente contribui para melhorias  para a população  onde o dinheiro será aplicado.  A devolução é um esforço de todos que compõem o Poder Legislativo, funcionários e vereadores”, esclareceu Ricardo Dias.

Os recursos devolvidos não trazem qualquer prejuízo à infraestrutura da Câmara Municipal e ainda retornarão em benefícios para o município.

O município de Cataguases tem mais de 23 milhões de reais  a receber do Governo de Minas referentes a repasses do ICMS e IPVA, além dos recursos da Saúde, Transporte Escolar, Assistência Social e Multas de Trânsito, entre tantos outros. Todos confiscados pelo Governo Estadual.

ENTENDA A DEVOLUÇÃO

Os recursos do Poder Legislativo provêm de repasses que o Poder Executivo faz. Quando o valor não é gasto, por lei, as Câmaras são obrigadas a devolver o montante. No entanto, cada Câmara tem total autonomia para gastar 100% do valor caso julgue necessário, cabe então à Presidência de cada Câmara definir quais serão as prioridades e quanto será gasto pela instituição. Nessa devolução, por exemplo, a atual presidência optou por poupar gastos na Câmara e devolver dinheiro à Prefeitura para que a população seja beneficiada.